Em um cenário onde vazamentos de dados se tornaram rotina e regulamentações como LGPD e GDPR impõe multas milionárias, a privacidade deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito. No desenvolvimento do Broco, tomamos uma decisão arquitetural fundamental: priorizar processamento local sempre que possível. Isso significa que seus documentos, comandos de voz e dados sensíveis não precisam sair do seu computador para serem processados.
O processamento on-device utiliza modelos de IA otimizados que rodam diretamente na GPU ou CPU do usuário. Com os avanços em quantização e destilação de modelos, conseguimos rodar inferência de linguagem natural com latência abaixo de 200ms em hardware comum. Quando o usuário diz "organize meus arquivos do projeto Alpha", o processamento de linguagem natural, a identificação dos arquivos e a execução da ação acontecem inteiramente na máquina local. Nenhum byte é transmitido para a nuvem.
Existem, claro, cenários onde chamadas externas são necessárias — como consultar APIs de terceiros (Google Calendar, Salesforce) ou utilizar modelos maiores para tarefas de alta complexidade. Nesses casos, o Broco aplica uma arquitetura de "dados mínimos": apenas as informações estritamente necessárias para a chamada são transmitidas, sempre com criptografia TLS 1.3 e sem armazenamento intermediário. O usuário tem total visibilidade sobre quais dados saem do dispositivo, podendo configurar regras de bloqueio por tipo de dado ou destino.
A vantagem vai além da segurança. O processamento local elimina a dependência de conexão com a internet para funções básicas, reduz custos de cloud computing e oferece tempos de resposta consistentes. Para empresas em setores regulados como finanças, saúde e governo, essa arquitetura permite adotar IA sem comprometer compliance. No Broco, acreditamos que privacidade e performance não são tradeoffs — são complementares quando a arquitetura é desenhada corretamente desde o início.

